Pincéis de pelos de cavalos?

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Pode parecer estranho de início, mas os pinceis de pelo cavalo são bastante antigos, e eles estão voltando depois de um hiato de quase 100 anos, após um surto de Antrax durante a primeira guerra mundial, e embora ainda seja relativamente difícil de encontrar comparado com os pinceis de texugo e porco, esses pincéis possuem algumas características únicas.

O primeiro ponto que quero ressaltar é fator “animal” os pelos são retirados ou da crina ou da cauda dos cavalos, o animal não é machucado ou morto, como acontece como o Texugo e o javali, então se você não usa pelo animal pelo fato dos animas serem sacrificados ou “torturados” o pelo de cavalo pode ser uma saída.

Meu relato é baseado no pincel que adquiri, mas tenho lido em outros blogs e fóruns, que pinceis de cavalo podem ser tão macios quanto um pincel de texugo, o meu pincel é um Vie Long 12601 com um nó de 21mm, o qual eu irei detalhar mais adiante.

Quando comecei a pesquisar antes de fazer a compra, encontrei alguns relatos negativos e eu vou pontuar todos eles aqui e comparar com o meu pincel.

Os pelos enroscam – vi vídeos em que os pelos embaraçam e necessitam ser penteados, algumas pessoas chegam a indicar lavar o pincel com condicionador de cabelos, fiz vários testes, varias barbas, e até agora no meu pincel não ocorreu esse problema, mas mesmo que ocorresse, não seria o fim do mundo pentear depois do barbear, mas usar condicionador é uma exagero na minha opinião.

Cheiram mal – isso é comum também aos pinceis de porco principalmente e menos comum aos de texugo, o meu pincel veio um pouco fedido sim, mas uns 3 usos depois não senti mais nada.

Pelos pinicam – o meu picel de fato pinica um pouco, mas muito menos que o Omega 10048 por exemplo

Agora vou falar do meu pincel, eu adquiri no E-bay, foram meros 40,00 reais, tem um nó pequeno, apenas 21mm, são pelos pretos e brancos, a altura total do pincel é de 94mm, seu peso é de 35g, o cabo é em resina maciça com ótima pegada e bom peso, a marca Vie Long é espanhola e com bastante tradição em pinceis em geral e principalmente com pelos de cavalo, alias os espanhóis apreciam muito esse tipo de pincel.

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Por ser pequeno não gostei de fazer espuma no rosto, não rende, mas no bown foi muito tranquilo, os pelos retem mais agua do que os de texugo e porco, isso deixa ele mais floppy, mais mole com pouco back-bone, no geral eu gostei do pincel, esperava até menos, em função de tantas criticas que li, e depois dessa experiencia, com certeza terei um com um nó maior, pelo menos 24mm.

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Se você se interessar procure no E-Bays ou na https://www.giftsandcare.com/es/ uma loja espanhola com bastante variedade e ótimos preços.

Conclusão: Este é um pincel que se encaixa exatamente entre entre os de pelo de porco e os de texugo, este em especifico é mole e confortável, se você quer testar um picel de cavalo, eu recomendo que comece com um pincel barato como esse, alias pincel de barbear no Brasil é um problema, os nacionais são um lixo, e os importados caros, então se você não tem pressa, é uma boa opção.

Deixa sua duvida ou seu comentário, responderemos com o maios prazer.

Pincéis Semogue e suas caracteristicas – primeira parte.

Se você esta nesse hobby de fazer barba e não conhece, ou nunca ouviu falar da Semogue, então passou da hora de você ter um pincel dessa marca.

Semogue é uma marca Portuguesa de pincéis de barbear, são feitos artesanalmente, e distribuídos pelo mundo todo, os youtubers que filmam seu barbear, em algum momento usam um Semogue, e a marca é sempre muito elogiada.

Esse post é um guia, visa mostrar as características técnicas de cada um como, tipo do pelo, altura do nó, e etc.

Primeiro vamos falar dos pelos utilizados, são pelos de javali, a grosso modo, pelos de porco, você acha esses pinceis com a descrição “pincel de cerdas” as tais cerdas são os pelos do javali,  também utilizam pelos de Texugo, mas nesse post vamos focar nos pincéis de pelo de porco.

A tabela abaixo tem os pincéis em produção (coluna Brush) o tipo de cabo (coluna handle) e o tipo do pelo utilizado no nó (coluna Kont)

Semogue brushes

Cabos ou Handle – a coluna do meio mostra o material de que é feito o cabo, a Semogue utiliza 3 tipos, madeira natural (sem pintura apenas um adesivo), madeira pintada(pintada e laqueada) e acrílico. Todos são muito bem feitos e muito bonitos, nos trazem um “ar retrô” bem bacana.

Pelos – são de alta qualidade, Aqui está uma lista dos diferentes tipos de pelos que a Semogue atualmente usa para fazer esses maravilhosos pinceis, na sequencia do melhor para o pior pelo.

E o que significa essa percentagem da tabela? É a garantia da Semogue daquela quantidade de pelos, por exemplo,  o modelo 830 possui no minimo 90% de cerdas Premium.

  1. Premium 90% tops
  2. Best 90% tops
  3. Extra 75% tops
  4. Super 70% tops
  5. Special Grade 90% tops

Neste post vamos expor os pinceis que possuem cerdas do tipo Premium, este pelo aparece no famosíssimo 1305, o mesmo nó é utilizado no maravilho 830 que usa cabo de acrílico, ambos pincéis tem uma faixa tingida, mas no Semogue 2000 o nó não tem essa faixa e possui uma mistura de outros tipos de pelos.

Cerdas Premium top 90%

Semogue 1305

Diametro do nó – 22mm
Altura do nó – 55mm
Cabo – madeira pintada

1305


Semogue 830

Diametro do nó – 22mm
Altura do nó – 55mm
Cabo – 44mm acrílico


Semogue 2000

Diametro do nó – 22mm
Altura do nó – 60mm
Cabo – madeira natural


Semogue 1800

Diametro do nó – 22mm
Altura do nó – 60mm
Cabo – madeira natural

Capturar

Eis um vídeo que mostra a fabrica desses famosos e maravilhosos pincéis.

Não deixem de seguir o blog para acompanharem as proximas partes.

Um abraço.

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BarbeandoCast Episódio 6 – Pincéis

Amigos mais um barbeandoCast, desta vez o assunto são os tão desejados pincéis de barbear, a galera falou sobre os tipos e as preferencias, não deixe de ouvir!

Como mencionado pelo @kellalbuquerque eis aqui o video que fala sobre pincéis

Você que segue nosso blog pode participar também esse é o link do nosso grupo do Telegran onde gravamos o podcast

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Pincéis de barbear Sintéticos – Uma dica para os novatos, ou não!

Boa noite, Senhoras e Senhores wet shavers.

Eu sou usuário de pincéis sintéticos, porém ontem à noite usei um pincel de texugo (2 band badger) pela primeira vez. Então hoje pensei em algo simples, porém pouco falado, ou pouco explicado, para ser mais exato. É fácil imaginar a diferença entre um pincel feito de fibras naturais e um pincel feito de fibras sintéticas. No entanto, qual a relação; quais os benefícios? [O que existe além do espaço comum sobre eles?].

É importante termos em mente que os pincéis sintéticos evoluiram absurdamente e, aqui, serei bem breve, eles deixaram de ser semelhantes às escovas de dente e ganharam características próprias. Simples assim, pois esse não é o foco do texto.

Todavia, muitos acham que pincéis sintéticos não conseguem espumar bem todos os sabões, muitos também reclamam em função da liberação de água, a qual é rápida demais, sem controle, simplesmente “despeja” a água. E isso é verdade. Uma fibra natural apresenta porosidades, tais porosidades retém água e a liberam através da pressão entre o rosto/bowl e as fibras. Cerdas sintéticas são lisas, por isso é normal a água escorrer rapidamente e, ainda mais, se colocá-lo apoiado no balcão, ocorrer acúmulo de água e espuma na base do nó.

Como solucionar o “problema”? Em primeiro lugar, não se pode sair dizendo que é um problema, quando se trata de uma característica. Se você tem um aparelho mais agressivo e ele irrita a pele, não dá para colocar a culpa no aparelho sem pensar na técnica aplicada.

Pincéis sintéticos não precisam ser colocados de molho, tampouco precisam ter o loft inteiro imerso em água. A parte importante, a parte responsável por reter água – e aí a mágica dos plisson/plissoft/sintéticos modernos – são as pontas, a partir delas que é possível controlar o montante de água no pincel.

Dito isso, há dois caminhos possíveis: um deles é apenas molhar as pontas em água corrente ou na água da pia; a outra, minha favorita, é aproveitar a água colocada na parte de cima do sabão, sim, aquela água em que deixamos o sabão de molho. Retira-se o excesso e então começa o carregamento. “Mas, Fred. Assim vai ficar seco demais…” – Não tem problema, você pode adicionar água à vontade, até encontrar a consistência ideal para a sua espuma.

E aqueles sabões difíceis de espumar?

Já ouvi dizer que alguns sabões só fazem boa espuma se usar pincel de javali, outros, se usar pincel de texugo e por aí vai. Na verdade, a qualidade da espuma vai depender da paciência, da carga e da melhoria em relação à técnica. No início é mais difícil, sim, mas é questão de hábito, em pouco tempo já se adquire prática.

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