Pincéis de barbear Sintéticos – Uma dica para os novatos, ou não!

Boa noite, Senhoras e Senhores wet shavers.

Eu sou usuário de pincéis sintéticos, porém ontem à noite usei um pincel de texugo (2 band badger) pela primeira vez. Então hoje pensei em algo simples, porém pouco falado, ou pouco explicado, para ser mais exato. É fácil imaginar a diferença entre um pincel feito de fibras naturais e um pincel feito de fibras sintéticas. No entanto, qual a relação; quais os benefícios? [O que existe além do espaço comum sobre eles?].

É importante termos em mente que os pincéis sintéticos evoluiram absurdamente e, aqui, serei bem breve, eles deixaram de ser semelhantes às escovas de dente e ganharam características próprias. Simples assim, pois esse não é o foco do texto.

Todavia, muitos acham que pincéis sintéticos não conseguem espumar bem todos os sabões, muitos também reclamam em função da liberação de água, a qual é rápida demais, sem controle, simplesmente “despeja” a água. E isso é verdade. Uma fibra natural apresenta porosidades, tais porosidades retém água e a liberam através da pressão entre o rosto/bowl e as fibras. Cerdas sintéticas são lisas, por isso é normal a água escorrer rapidamente e, ainda mais, se colocá-lo apoiado no balcão, ocorrer acúmulo de água e espuma na base do nó.

Como solucionar o “problema”? Em primeiro lugar, não se pode sair dizendo que é um problema, quando se trata de uma característica. Se você tem um aparelho mais agressivo e ele irrita a pele, não dá para colocar a culpa no aparelho sem pensar na técnica aplicada.

Pincéis sintéticos não precisam ser colocados de molho, tampouco precisam ter o loft inteiro imerso em água. A parte importante, a parte responsável por reter água – e aí a mágica dos plisson/plissoft/sintéticos modernos – são as pontas, a partir delas que é possível controlar o montante de água no pincel.

Dito isso, há dois caminhos possíveis: um deles é apenas molhar as pontas em água corrente ou na água da pia; a outra, minha favorita, é aproveitar a água colocada na parte de cima do sabão, sim, aquela água em que deixamos o sabão de molho. Retira-se o excesso e então começa o carregamento. “Mas, Fred. Assim vai ficar seco demais…” – Não tem problema, você pode adicionar água à vontade, até encontrar a consistência ideal para a sua espuma.

E aqueles sabões difíceis de espumar?

Já ouvi dizer que alguns sabões só fazem boa espuma se usar pincel de javali, outros, se usar pincel de texugo e por aí vai. Na verdade, a qualidade da espuma vai depender da paciência, da carga e da melhoria em relação à técnica. No início é mais difícil, sim, mas é questão de hábito, em pouco tempo já se adquire prática.

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Autor: Fred.

Alguns anos de estrada, nada além de mais um ser humano sufocado por si mesmo, vítima voluntária do sistema cultural vigente, meio escritor, meio poeta. Diferente divergente. Perverso polimorfo. Café; Whisky; Bons livros; Não, não penso na estética do belo, aqui é a mesa redonda de uma sala terapêutica em grupo. Esse é meu abismo pessoal. Agora sente, puxe uma cadeira e me conte um pouco do seu.

4 comentários em “Pincéis de barbear Sintéticos – Uma dica para os novatos, ou não!”

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